Restart my heart

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E como eu disse, não importava o quanto demorasse, a hora ía chegar. E chegou. Agora que já arrumei as malas, que já fiquei nervosa o dia todo, agora que cai aquele silêncio, meus ombros ainda tensos e não sei se vou conseguir dormir.

Prá quem pensa que é exagero meu, quem sabe isso explique: nunca viajei de avião, ainda mais sozinha, ainda mais prá uma cidade (estado!) que nem conheço, prá ficar na casa de quem não conheço também. E se apenas um destes fatores já seria o suficiente para me deixar apavorada, a combinação de todos, somados a outros fatores íntimos, pessoais, faz meu já costumeiro nervosismo subir ainda mais.

Mas, só eu posso fazer isso por mim, fui eu quem quis e eu vou. Vou meio sem saber o que me espera, meio sem saber o que esperar. Mas vou.

Me desejem sorte.

See you.


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Do que é feito o meu silêncio

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Grande parte do amor consiste não em fazer coisas, mas em pensar, recordar, imaginar, fazer planos, tendo como objeto o indivíduo amado.

~ Domenico de Masi

Eu não tenho sono, mas eu não quero ficar acordada vendo um filme ou lendo um livro ou fazendo qualquer outra coisa que seja produtiva e/ou útil. Não tenho mais paciência para isso ultimamente e perdi completamente o interesse. Não consigo prender a minha atenção a nada. Então, só me resta procrastinar e deixar as coisas acumularem ao meu redor. Não sem uma certa culpa, admito. Mas com um sorriso no rosto também. Já que para quem ama, procrastinar tem um gosto a mais. Um gosto bem doce.

O que eu quero, e o que eu tenho feito, é ficar deitada na cama, no escuro. É o meu principal passatempo, o favorito. Sem música ou tv ligada, só eu e o silêncio e a escuridão. De olhos bem abertos fico literalmente sonhando acordada. Fazendo planos, lembrando de coisas que me foram ditas, da voz dele no meu ouvido me dizendo. Manhoso.

Agora que falta pouco, muito pouco. As horas passam devagar mas eu nem ligo. Que demore, eu sei que vai chegar. No meu silêncio, eu sei. No meu coração batendo descompassado madrugada a dentro, eu sei.

E aguardo a hora certa, na mais doce das expectativas.



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Deixa eu te perguntar uma coisa:

domingo, 15 de novembro de 2009

Acordei com essa frase na cabeça: bigmouth, bigmouth, bigmouth strikes again.

Daí não lembrava de que banda era, dei um google por que a minha vida é essa, sem google não sou nada. Então "lembrei" do The Cure. Procurei o clip da música no Youtube, por que minha vida é essa, sem Youtube não sou nada. Algumas vezes as músicas grudam na nossa cabeça de tal forma que só indo lá e escutando ela é que ela desgruda. Tipo coceira: só coçando prá passar.

Nos videos relacionados vi que tinha o clip de The Lovecats, do The Cure, e quase cai da cadeira. Eu adorava essa música! Ainda adoro, mas tinha esquecido completamente dela. Assisti também. E vi que tinha Friday I'm In Love, outra que eu amo e nem tava ligada que era da The Cure.

E aí é aquela coisa, né? Quantas músicas soltas a gente pode amar sem se dar conta que são todas da mesma banda e que TALVEZ, QUEM SABE, você deveria se dar ao trabalho de conhecer a obra toda dela?

Baixei então uma discografia safada aí da The Cure. Tô curtindo.

Mas tem duas coisas que eu não consigo lembrar de modo algum:

  1. Uma vez conversando com a minha amiga Cris sobre bandas que parecem tristes mas na realidade não são, não lembro se ela citou como exemplo The Cure ou The Smiths. Ou seriam as duas, que tem esse visual todo obscuro e cantam sobre coisas leves, afinal?
  2. Eu sei que tem o clip de The Lovecats que tem gatos por todo lado e sei que tem um da Björk que tem gatos atuando feito gente. Mas não lembro de que música é esse clip. Alguém sabe? E sabem de mais algum clip musical gatífico? Se souberem, me falem!

Por que esses dias eu fiz uma lista sobre filmes com gatos em cena (sabem de mais algum, além dos listados?), queria fazer uma lista de clips musicais com gatos, também.

Clips musicais é tão Silvio Santos, concordam?

Sei nem o que estou falando, mas deixei aí um monte de questões prá vocês responderem. Vamos ajudar a Tadsh a manter suas obsessões sob controle, alimentando-as corretamente, meus gatinhos?

Sabia que podia contar com vocês. :o)


  • UP DATE: O amiguinho JC deu a dika, parece que no post não ficou mesmo muito claro: "Bigmouth Strikes Again" é da The Smiths e lembrando de The Smiths eu lembrei de The Cure, pois como eu disse, estava nos vídeos relacionados. Certo? The Cure virou o personagem principal do post "meio que do nada" por que é assim que eu escrevo: meio que do nada. *rç*

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Before I fall in two pieces.

sábado, 14 de novembro de 2009

Olhando prá trás agora, das coisas que fiz, penso que não deveria ter sido tão cruel em alguns pontos. Depois lembro das crueldades que fizeram prá mim e penso que mereceram. E então se torna um paradoxo de Tostines de cunho emocional: fiz por que mereceram ou eu que fiz por merecer?

E então vou dizer que este, aquele e aquele outro erro nunca mais vou cometer e quando me é dada a chance de começar de novo, cometo todos os três e mais alguns. Então vejo que a errada sou eu, sempre fui, desde o começo, desde a primeira vez. E aí já não sei mais se adianta tentar. Já que todo começo é diferente, mas todo fim é sempre igual.

A gente nunca aprende nada com coisa alguma, afinal. Passa a vida toda dando voltas em cima dos mesmos erros, sabe o jeito certo e não consegue levá-la a cabo.

Mas se for para amar de novo, finge que dessa vez vai dar certo. Prá ver até onde vai.




  • A pedidos de Fabiana, coloquei alguns contatos meus ali na coluna lateral. Sintam-se à vontade para me escrever. Inclusive você, Fabiana querida.
  • Bienvenido, Ivad! Saudades suas.

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A pior coisa que você pode fazer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Obrigado a todos que sempre me ajudam a manter a cabeça erguida, comentando aqui ou em off. Já me sinto bem melhor hoje. Begod também.

:o)

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Não era prá ser assim

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A gata deu à luz a três gatinhos. Um amarelo, um preto, um pretoamarelo. Ela os deixou morrer um por um, e o último deixou na minha porta, agonizando. Eu não sabia o que fazer, chorei feito criança, com medo de sair da minha casa. Senti vergonha de mim mesmo.

O meu gato também está triste e com medo. Não quer mais sair de casa e mia o tempo todo. Eu não sabia que até os bichos podem ser assim tão cruéis. Aparentemente, nem o meu próprio gato sabia.


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Quem guarda os portões da fábrica?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Se serve em minha defesa, quero dizer que tenho tentado estóicamente criar uma rotina ou pelo menos não deixar que minha vida vire um ostracismo tão ostensivo que acabe por constranger e ofender quem convive comigo, mas tá dificil.

Mas que merda estou dizendo? Quem é que convive comigo? Meus pais? Meus pais não me julgam.

De qualquer modo, se querem saber.

Primeiro que eu realmente não tenho muito o que fazer, segundo que meus pais não me cobram nada, terceiro que incrivelmente está legal assim, quarto que é realmente legal trocar a noite pelo dia nos meus livros, filmes e vida on line. Eu sempre gostei disso.

Obviamente, mesmo estando legal eu me sinto culpada por estar feliz assim. A gente é educado acreditando que sem trabalho não tem valor nenhum. As pessoas te olham de outro jeito quando você diz que está desempregada. Quando diz isso com um sorriso, então... É pedir prá ganhar um olhar de recriminação, de condenação.

E por outro lado, me dizem para aproveitar essas férias forçadas e lalalala. Não sei. Não sei o que querem de mim. Nem eu sei o que quero.

Ou sei. Intimamente sei, mas mantenho isso em segredo. Até de mim.

E enquanto não tenho coragem de começar a me tornar o que quero ser, me escondo no meu confortável, aconchegante, amado e odiado ostracismo involuntário.

A pergunta é: até quando?


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And a pop song saved my life
Made my troubles harmonise
And I know I'll be alright
Yeah a pop song saved my life

[
A Pop Song Saved My Life]

Oh, I used to be disgusted
And now I try to be amused
But since their wings have got rusted,
You know, the angels wanna wear my red shoes
But when they told me ‘bout their side of the bargain,
That’s when I knew that I could not refuse
And I won’t get any older, now the angels wanna wear my red shoes

[Red Shoes]
Romeo was restless, he was ready to kill
He jumped out the window 'cause he couldn't sit still
Juliet was waiting with a safety net
He said, "Don't bury me 'cause I'm not dead yet"

[Mystery Dance]

Why do you have to say that there's always someone
Who can do it better than i can?
But don't you think that i know that walking on the water
Won't make me a miracle man?

[Miracle Man]

Quero [fragmento]

Quero que me veja como eu sou. Não é difícil notar isso. Preciso que perceba em mim o que só eu mesma consigo ver. Preciso que você me veja! Quero que repare na sutileza do esvoaçar de meus cabelos sempre badernados. Quero que me dê sorrisos quando as palavras somem. Quero que veja como é doce quando eu falo que quero seu abraço. Quero que entenda que as minhas unhas curtas e constantemente roídas são por não saber do que virá, por sempre estar preocupada. Quero que sinta meu cheiro, e sonhe. Quero que meus grampos de cabelo te façam ver simplicidade. Quero te fazer ver que nem tudo é problema. Quero poder te mostrar que meu modo incoerente de conduzir, não causa atrito. Quero que perceba que eu não sou a pessoa mais inteligente que conhece, mas que sei o que é bom pra mim, pra você. Quero que ouça a verdade da minha poesia. Quero que sinta meu cafuné ausente. Quero te fazer bem. Quero só o seu bem. Quero que veja nos meus olhos, minha clareza e sinceridade. E quero tantas coisas, que de tanto querer, já não sei se elas existem. Ao que me parece, perecem.

Porque eu não quero que veja os meus defeitos. Eu não quero vê-los também.

[Marina Percheron Menegusso ♥]

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